⚽ os clubes foram ao stf

e a mensalidade da filha precisa continuar em dia.

04/11/2026
quarta-feira

bom dia. ontem, os clubes levaram ao stf uma conta que vai além dos patrocínios: receitas previstas, contratos assinados e empregos que dizem estar em risco. o governo levou outra, a dos danos às famílias. a audiência reuniu os argumentos; a decisão sobre o futuro das bets ainda depende do tribunal.

Lawletter. Informação jurídica para quem vive o Direito.
NA PAUTA DE HOJE…

⚽ Clubes defendem contratos com bets em audiência no STF

⛽ ANP levará ao Cade processos contra dez distribuidoras

🏥 Liminar protege plano de criança se a mãe deixar de pagar sua parcela

⏳ Associação tem dez anos para cobrar prejuízos de ex-presidente

🏫 STF invalida veto dos pais a aulas sobre gênero no Maranhão

💡 Sabe de algum caso interessante? Conte para a gente: [email protected]

Quer impulsionar sua marca? Apareça na Lawletter

Divisor Lawletter
DIREITO CONSTITUCIONAL

Clubes defendem contratos com bets em audiência no STF

Clubes de futebol pediram ao STF proteção para contratos com bets e tempo para reorganizar suas finanças após a proibição. Na audiência pública desta terça-feira (3), representantes das equipes contestaram a mudança das regras sob as quais haviam assumido compromissos.

Vista geral da audiência pública sobre as bets no STF, com participantes reunidos na sala de sessões.

Créditos da imagem: Rosinei Coutinho/STF.

O Flamengo estimou perda anual de R$ 430 milhões. O Botafogo afirmou que seu plano de recuperação judicial considera receitas de patrocínio de uma casa de apostas. As manifestações também apontaram efeitos sobre publicidade, direitos de transmissão, futebol feminino e categorias de base.

São Paulo e Corinthians defenderam regras de transição. O prazo de dez dias para adaptação foi criticado durante o encontro. A federação dos atletas profissionais alertou para o risco de desemprego, especialmente nos clubes menores, com menos alternativas para recuperar receitas.

O governo defendeu a constitucionalidade da MP 1.394/2026. O advogado-geral da União, Jorge Messias, sustentou que a regulação anterior foi insuficiente para proteger a saúde e a renda das famílias. O Ministério da Justiça também citou endividamento e riscos à segurança pública.

As manifestações vão subsidiar a análise das ações contra a medida provisória. A audiência não é julgamento e não suspende, por si, a proibição. A preservação dos contratos e os prazos pedidos pelos clubes dependem das decisões que forem tomadas pelo Supremo.

Divisor Lawletter

📲 A Lawletter no seu WhatsApp

Acompanhe as notícias e decisões do mundo jurídico também pelo nosso canal de notícias.

Divisor Lawletter
DIREITO CONCORRENCIAL

ANP levará ao Cade processos contra dez distribuidoras

Bomba de abastecimento de combustível.

Créditos da imagem: Reprodução/TST. Foto de arquivo recortada.

A fiscalização dos preços de combustíveis vai ganhar uma frente concorrencial. A ANP anunciou nesta terça-feira (3) que encaminhará ao Cade 11 processos contra dez distribuidoras. A diretoria aprovou a medida em 29 de outubro, após identificar elevações abusivas de preços.

As empresas já foram condenadas em primeira instância administrativa, com penalidades superiores a R$ 700 milhões. Juntas, respondem por mais de 45% do volume movimentado na distribuição nacional em 2026. A apuração examinou diferenças entre custos de aquisição e valores de venda.

O material permitirá ao Cade examinar possíveis condutas contrárias à concorrência. O encaminhamento não equivale a uma condenação por cartel nem torna definitivas as sanções da ANP. Cada órgão atua dentro de suas atribuições.

A competência excepcional da agência para autuar preços abusivos veio de duas medidas provisórias que perderam a vigência. Os casos remanescentes seguirão para a Senacon e os Procons parceiros, após análise preliminar das notas fiscais.

A mudança não encerra a fiscalização do setor. A ANP mantém o acompanhamento das demais obrigações regulatórias, enquanto os elementos já reunidos poderão sustentar a análise concorrencial do Cade.

📌 Para você guardar: A ANP encaminha os elementos da fiscalização; o Cade examina a eventual infração concorrencial.

Divisor Lawletter
DIREITO DA SAÚDE

Liminar protege plano de criança se a mãe deixar de pagar sua parcela

Imagem ilustrativa publicada na reportagem da Lawletter sobre plano de saúde.

Créditos da imagem: Reprodução/Lawletter. Imagem ilustrativa.

A dificuldade financeira da mãe não poderá interromper a cobertura da filha, desde que a mensalidade da criança continue sendo paga. Essa é a proteção estabelecida em liminar contra a Amil, noticiada com exclusividade pela Lawletter nesta terça-feira (3). A beneficiária tem transtorno do espectro autista e TDAH.

A decisão de 29 de outubro é do juiz Carlo Mazza Britto Melfi, da 5ª Vara Cível de São Bernardo do Campo. A mãe alegou dificuldades para sustentar o contrato integral e pediu a preservação do tratamento multidisciplinar da filha.

As mensalidades estavam em dia. Como não havia ameaça concreta de cancelamento nem pedido administrativo de separação, o juiz não determinou o desmembramento imediato. A proteção alcança uma eventual saída da titular ou inadimplência da parcela correspondente a ela.

Nessas hipóteses, a operadora terá 15 dias após a comunicação para providenciar cobrança individualizada. A criança deverá permanecer com cobertura, rede e acomodação preservadas, sem novas carências. O pagamento da mensalidade da filha continua sendo condição da medida.

A liminar não congela o preço: os reajustes contratuais regulares permanecem possíveis. Também não encerra a ação. O advogado Elton Fernandes representa a criança, e a decisão determinou a citação da Amil para apresentar defesa.

💼 Para o advogado de direito da saúde: Identifique a parcela da dependente e documente os pagamentos: a proteção concedida depende dessa continuidade.

Divisor Lawletter
Diário Oficial Lawletter

Julgados de 20/10 reunidos no Informativo 908, publicado em 3/11.

STJ [REsp 2.294.977/SC | Segunda Turma | Rel. Min. Francisco Falcão] Transferir a posse por contrato particular e avisar o município não afasta a responsabilidade do proprietário registral pelo IPTU sem a transferência do domínio. Leia no informativo →

STJ [REsp 2.296.199/SC | Terceira Turma | Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva] A resistência inequívoca do herdeiro à colação permite ação de sonegados antes do encerramento do inventário. Não é preciso aguardar o fim do procedimento nessas condições. Leia no informativo →

STJ [Processo em segredo de Justiça | Quarta Turma | Rel. Min. Raul Araújo] A gratuidade de menor em ação de alimentos abrange o tradutor juramentado necessário à carta rogatória. O Estado custeia o serviço, com possibilidade de ressarcimento. Leia no informativo →

Divisor Lawletter
DIREITO CIVIL

Associação tem dez anos para cobrar prejuízos de ex-presidente

Ipês e sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

Créditos da imagem: Lucas Pricken/STJ. Foto de arquivo.

Uma associação apontou divergências nas contas da gestão anterior, mas sua cobrança foi barrada por prescrição. Ao revisar o caso, a Terceira Turma do STJ fixou o prazo aplicável em dez anos. O entendimento foi divulgado nesta terça-feira (3).

A ação, ajuizada em 2014, trata de lançamentos contábeis dos exercícios de 2008, 2009 e 2010. O Tribunal de Justiça do Paraná havia aplicado o prazo de três anos previsto para ações contra administradores ou fiscais de sociedades.

Para o relator, Ricardo Villas Bôas Cueva, a diferença entre essas organizações impede transportar automaticamente a regra. Associações se organizam em torno de objetivos não econômicos, sem participação no capital social ou distribuição de resultados entre associados. O regime das sociedades empresárias tem outra estrutura.

Na ausência de prazo específico para essa cobrança, o colegiado aplicou o artigo 205 do Código Civil. A interpretação de regras que limitam o tempo para exigir judicialmente um direito deve ser restritiva, segundo a fundamentação apresentada.

O resultado afasta a prescrição e devolve o processo ao primeiro grau. A cobrança poderá prosseguir, mas a responsabilidade do ex-presidente ainda será examinada. A decisão unânime foi proferida no REsp 2.266.225.

📚 DicioLaw

Prescrição limita o tempo para exigir judicialmente um direito. Afastá-la permite examinar a cobrança, sem antecipar seu resultado.

Divisor Lawletter
DIREITO CONSTITUCIONAL

STF invalida veto dos pais a aulas sobre gênero no Maranhão

Fachada do STF e estátua da Justiça, em foto de arquivo.

Créditos da imagem: Antonio Augusto/STF. Foto de arquivo recortada.

Uma lei do Maranhão permitia que pais impedissem os filhos de participar de atividades escolares sobre gênero e sexualidade. O Plenário do STF declarou a norma inconstitucional, por unanimidade. O julgamento terminou em 23 de outubro e foi divulgado nesta terça-feira (3).

A Lei estadual 12.410/2024 alcançava escolas públicas e privadas. Na ADI 7883, a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas sustentaram que a regra censurava a expressão e o exercício do magistério.

O relator, Gilmar Mendes, comparou a norma com outra do Espírito Santo, anteriormente invalidada pelo Supremo. A semelhança entre as leis e a necessidade de manter a jurisprudência uniforme fundamentaram seu voto contra o veto parental.

A unanimidade no resultado veio acompanhada de ressalvas. Gilmar acolheu a observação de Cristiano Zanin sobre a adequação dos conteúdos à idade, ao nível de ensino e ao desenvolvimento dos estudantes. Flávio Dino também acompanhou esse ponto.

Luiz Fux limitou seu entendimento à inconstitucionalidade formal. Nunes Marques ressaltou que derrubar o veto não autoriza acesso irrestrito de crianças a discussões complexas. O resultado afasta o poder de veto previsto na lei estadual, preservando o cuidado pedagógico destacado nos votos.

Divisor Lawletter
ARTIGOS LAWLETTER

🔍 As principais análises do dia:

📄 Holding patrimonial e ITBI após o Tema 1.348 Transferir imóveis para uma holding exige olhar para a destinação dos bens, a atividade da empresa e a documentação da operação. A análise examina a imunidade de ITBI e os cuidados para aplicar o entendimento do STF ao planejamento patrimonial. Leia na íntegra

por Victor Pacheco Merhi Ribeiro

📄 Fraudes bancárias: quando a falha de segurança gera responsabilidade Um golpe exige investigar como a operação foi realizada e quais barreiras de segurança funcionaram. A autora discute a responsabilidade das instituições financeiras, o perfil das transações e a prova necessária para avaliar o prejuízo do consumidor. Leia na íntegra

por Virgínia Aburachid

✍️ Quer compartilhar sua análise com a comunidade? Envie seu artigo para [email protected].

Divisor Lawletter

🧠 A alternativa parece certa. E a conclusão?

Mr. Bean levanta uma sobrancelha ao ter uma ideia.

GIF: Mr. Bean/Tiger Aspect/Giphy.

Hoje, as alternativas estão mais próximas. Cinco casos para distinguir o argumento da decisão, conferir as condições e escolher a orientação que você daria ao cliente. Gabarito comentado ao terminar.

Divisor Lawletter

☀️ Boa quarta. O detalhe muda a resposta.

Uma condição na liminar, um prazo na cobrança, um pedido ainda sem decisão. Se algum desses detalhes ajudar alguém do escritório, encaminhe a edição. Amanhã, às 6h, a gente volta.